Germinação Experimental da Crotalária Juncea (substrato comum)

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Crotalaria é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae. Possui cerca de 300 espécies descritas, com a ressalva de que nem todas pertencem realmente ao gênero.Muitos arbustos desse gênero, comum na Região Nordeste do Brasil, são chamados de xiquexique (xique-xique) e chocalho. Hoehne atribui tais nomes às características do fruto, que é um legume quase vesiculoso, de casca membranácea rija, em que as sementes, depois de maduras, se soltam e chocalham, produzindo um rumor de guizo de cascavel, inclusive daí a escolha do nome do gênero Crotalaria a Crotalus. (saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vou apresentar uma forma experimental de germinação das sementes da Crotalária Junceauma espécie de planta que quando floresce atrai a libélula, que por sua vez é o predador natural do Aedes Aegypti.  Entretanto antes de iniciarmos o experimento, vou apresentar algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Experimente germinar de 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Escolha um lugar que proporcione sol e um determinado momento e sombra em outro;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.
  • Por último e mais importante, acompanhe de perto os primeiros dias após o plantio, garantindo sempre um substrato úmido


APRESENTAÇÃO DAS SEMENTES

As sementes da Crotalária Juncea são bem pequenas, num formato peculiar ovalado e também um pouco achatado. São bem fáceis de germinar e não necessitam de nenhuma quebra de dormência ou preparação especial. Basta que as depositemos em um lugar propício a germinação, de preferencia substrato ou célula de germinação úmidos.

CROTALARIA_AP_SEMENTES

Neste experimento iremos demostrar a forma de semear as sementes de Crotalária Juncea utilizando um vaso e substrato comum. 

UTILIZANDO SUBSTRATO COMUM

Tenha em mãos um vaso pequeno com substrato vegetal já umedecido (nunca encharcado ou seco). Deposite as sementes deitadas, separando-as umas das outras na área disponível. Caso o seu kit tenha vindo apenas com sementes, o substrato vegetal pode ser encontrado com facilidade em qualquer loja de jardinagem ou floriculturas, a um custo bem baixo.  Como os saches com sementes da Ecobrindes® em geral vem com muitas sementes (dependendo da espécie), experimente germinar de 1 ou 3 sementes por vez, assim você pode repetir o experimento caso não tenha sucesso logo de início.

CROTALARIA_SUSBTRATO_01

ESCOLHER UM BOM LUGAR, REGAR E AGUARDAR…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de Crotalária Juncea. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.

TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 5 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo.

As sementes deste experimento foram depositadas em 29 de Setembro de 2019

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Prontinho pessoal, chegamos ao fim de mais este gostoso experimento, dessa vez utilizando as sementes de Crotalária Juncea. Espero que tenham gostado e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas ou sugestões, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova planta !

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Germinação Papel Semente

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O Papel Semente é um papel artesanal, feito com fibras recicladas e sementes germináveis em sua composição. Um produto promocional diferenciado, que  após cumprir as missão de comunicar, pode ser plantado!!! Ideal para convites, cartões, crachás de eventos e mensagens comemorativas em geral. Possui formato máximo ligeiramente maior que um A4 (21,5x31cm) com uma gramatura média semelhante a de uma folha 180g/m2. As folhas são feitas com diversas espécies de flores ou temperos, como Almeirão, Rúcula, Manjericão, Tomate Cereja ou flores como Cravo Francês, Cravina e Margarida entre outras.

Neste experimento, iremos utilizar como exemplo um impresso com sementes de Margarida, mas de modo geral as dicas de plantio para este promocional ecológico são as mesmas.  Entretanto antes de iniciarmos, algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies são importantes, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Pique o papel e ao depositar sobre a terra, cubra superficialmente com no máximo 1cm por cima;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.

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APRESENTAÇÃO DO PAPEL SEMENTE

Abaixo você confere no detalhe uma folha em branco do papel semente de margarida. Note os pontos ressaltados, que são as sementes espalhadas pela folha. Como já dito acima, possui formato máximo ligeiramente maior que um A4 (21,5x31cm) com uma gramatura média semelhante a de uma folha 180g/m2.

FOLHAS_DETALHES_02(*) Obs.: Todas as sementes utilizadas na confecção deste papel são da marca ISLA sementes e possuem laudo de germinabilidade válido. Em média o prazo de viabilidade das sementes gira em torno de 6 meses, portanto se tiver oportunidade, realize a experiência dentro deste período para aumentar as chances de germinação.

INÍCIO DA EXPERIÊNCIA

Abaixo temos um impresso final em papel semente Margarida formato 10x10cm.

PS_MARGARIDA

PREPARAR O VASO E O SUBSTRATO

Tenha em mãos um vaso pequeno com substrato vegetal umedecido (nunca encharcado ou seco). Em nosso experimento, como o objetivo era capturar todas as fases da germinação, picamos o impresso em pedaços e depositamos e as sementes enterradas superficialmente de forma a ficarem visíveis. De qualquer forma, os pedaços podem ser depositados deitados, cobrindo com bem pouco substrato por cima e regando em seguida com pouca água. lembre-se de nunca encharcar ou deixar o vaso seco. O ideal é sempre úmido.

As sementes deste experimento foram depositadas em 01 de Outubro de 2019

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ESCOLHER UM BOM LUGAR, REGAR E AGUARDAR…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de MARGARIDA. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.

TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 9 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo.


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• Uma observação interessante no registro acima, é que o papel em si começou a desintegrar-se, mudando de cor.

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• neste registro o papel já foi praticamente absorvido pelo substrato e as primeiras folhas da espécie já começar a tomar forma.

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CONCLUSÃO

No início, a sensação é de que os brotos desenvolvem-se muito lentamente. Entretanto quando sua raiz rompe o papel e se fixa no substrato, a velocidade no desenvolvimento acelera de forma significativa. Por fim, dos 4 brotos que inicialmente germinaram, 3 se desenvolveram bem e seguem crescendo. Vamos continuar a registrar esse belo espetáculo da natureza, quem sabe até sua primeira florada !!

Esperamos que tenham gostado dessa experiência e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova plantinha ! 

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Germinação Experimental do Ipê Branco

TOP

O Ipê-branco é uma árvore brasileira, descrita inicialmente em 1890 como Bignonia roseo-alba. Seus nomes, tanto científico quanto popular, vêm do tupi-guarani: ipê significa “árvore de casca grossa” e tabebuia é “pau” ou “madeira que flutua”. É uma árvore usada como ornamental, nativa do cerrado e pantanal brasileiros.  (saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vamos apresentar uma forma experimental de germinação das sementes da Árvore Ipê Branco (Tabebuia roseo-alba) com dicas e imagens, para que você tenha a melhor experiência ecológica, bem como sucesso com as mudinhas. Entretanto antes de iniciarmos, algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies são importantes, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Para sementes de árvores, experimente germinar 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Para sementes de temperos, como são bem pequenas, espalhe uniformemente por cima da terra de modo a não se aglutinarem num mesmo local;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.


APRESENTAÇÃO DAS SEMENTES

Vamos então ao nosso experimento! Em primeiro lugar é importante saber que existem muitos tipos de sementes, as quais tem características próprias para o início de sua germinação, umas mais duras, outras aladas… No caso do Árvore Ipê Branco (Tabebuia roseo-açba)trata-se de uma semente alada, sem dormência tegumentar, bem delicada e leve. A semente em si fica ao centro, adornado pelas “asas” laterias.

GERMINACAO_IPE_BRANCO_ECOBRINDES_01

Em geral as sementes das espécies e variações do IPÊ tem características físicas bem semelhantes, e que podem germinar bem da mesma forma como neste experimento. Então caso tenha recebido IPÊ ROSA ou BRANCO por exemplo, as instruções serão as mesmas.

PREPARAR O VASO E O SUBSTRATO

Tenha em mãos um vaso pequeno com substrato vegetal já umedecido (nunca encharcado ou seco). Deposite as sementes deitadas, separando-as umas das outras na área disponível. Caso o seu kit tenha vindo apenas com sementes, o substrato vegetal pode ser encontrado com facilidade em qualquer loja de jardinagem ou floriculturas, a um custo bem baixo.  Como os saches em geral vem com muitas sementes (dependendo da espécie), experimente germinar de 1 a 3 sementes por vez, assim você pode repetir o experimento caso não tenha sucesso logo de início.

As sementes deste experimento foram depositadas em 11 de Outubro de 2019

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ESCOLHER UM BOM LUGAR, REGAR E AGUARDAR…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de IPÊ-AMARELO. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.

TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 7 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo.

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CONCLUSÃO

Neste experimento depositamos 3 sementes de IPÊ-BRANCO num mesmo vaso e conseguimos germinar os 3 brotos com sucesso ! Além disso foi bacana observar que a mudinha se desenvolve bem lentamente, mas já mostrava força e toda sua beleza com apenas 13 dias de vida e agora com 35 as primeiras folhas características dessa espécie. Vamos continuar a fotografar esses brotos por mais algum tempo e atualizaremos aqui neste post.

Espero que tenham gostado dessa experiência e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova árvore !

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Germinação Experimental do Guapuruvú

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O Guapuruvu (nome científico: Schizolobium parahyba) é uma árvore da família das fabáceas, notável pela sua velocidade de crescimento que pode atingir 3 metros por ano. A árvore é também conhecida como guarapuvu, garapuvu, guapiruvu, garapivu, guaburuvu, vapirubu, ficheira, bacurubu, badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, pataqueira, pau-de-tamanco ou umbela. É a árvore símbolo de Florianópolis, capital de Santa Catarina, e utilizada na construção de canoas artesanais em boa parte do litoral brasileiro. (Saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vou apresentar uma forma experimental de germinação das sementes do Guapuruvu (Schizolobium parahyba), E de modo geral vou apresentar algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Experimente germinar de 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Escolha um lugar que proporcione sol e um determinado momento e sombra em outro;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.
  • Por último e mais importante, acompanhe de perto os primeiros dias após o plantio, garantindo sempre um substrato úmido

APRESENTAÇÃO DAS SEMENTES

Em primeiro lugar é importante saber que existem muitos tipos de sementes, as quais tem características próprias para o início de sua germinação, umas são duras, outras moles, outras aladas… No caso do Guapuruvú (Schizolobium parahyba), ela é bem dura pois possui a “dormência tegumentar“, que nada mais é do que uma grossa camada de proteção externa na semente.

GERMINACAO_GUAPURUVU_ECOBRINDES_01

E para “quebrar” essa dormência e iniciar o processo germinativo, é fundamental que a água penetre ao interior da semente, proporcionando a divisão celular e o crescimento da mudinha. Para isso, iremos preparar as sementes para o cultivo.

PREPARANDO AS SEMENTES

Para conseguirmos fazer com que a água penetre na semente e quebrar a sua dormência tegumentar, iremos escarificar / raspar levemente alguns lados da semente. E para isso, vamos utilizar uma pequena lixa de unha, ou qualquer outra lixa fina que você tenha em mãos, conforme figura abaixo.

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 PREPARANDO O VASO E O SUBSTRATO

Um outro ponto muito importante é o substrato vegetal (terra), que deve receber as sementes sempre úmido, nunca encharcado ou seco. Caso o seu kit não tenha vindo com um sachet de substrato, ele pode ser encontrado com facilidade em qualquer loja de jardinagem ou mesmo em floriculturas, a um custo bem baixo. Para este exemplo do Guapuruvu, vamos usar apenas uma semente.

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ESCOLHA UM BOM LOCAL, REGUE E AGUARDE…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de Guapuruvu. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.

TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 6 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo. As sementes deste experimento foram depositadas em 10 de Outubro de 2019

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Capricho da natureza não é mesmo !! Impressionante como é bonito acompanhar de pertinho este processo, muito bacana. É isso aí pessoal, vou ficando por aqui neste post e espero que tenham gostado da experiência. Sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas, sugestões, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova árvore !

CURIOSIDADE

Só pra se ter uma ideia de como esta semente é dura e resistente, confira no detalhe a imagem da casca após a germinação deste broto.
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Germinação Experimental da Crotalária Juncea (vasinho mágico)

CROTALARIA_TOP

Crotalaria é um gênero botânico pertencente à família Fabaceae. Possui cerca de 300 espécies descritas, com a ressalva de que nem todas pertencem realmente ao gênero.Muitos arbustos desse gênero, comum na Região Nordeste do Brasil, são chamados de xiquexique (xique-xique) e chocalho. Hoehne atribui tais nomes às características do fruto, que é um legume quase vesiculoso, de casca membranácea rija, em que as sementes, depois de maduras, se soltam e chocalham, produzindo um rumor de guizo de cascavel, inclusive daí a escolha do nome do gênero Crotalaria a Crotalus. (saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vou apresentar uma forma experimental de germinação das sementes da Crotalária Juncea, uma espécie de planta que quando floresce atrai a libélula, que por sua vez é o predador natural do Aedes Aegypti.  Entretanto antes de iniciarmos o experimento, vou apresentar algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Experimente germinar de 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Escolha um lugar que proporcione sol e um determinado momento e sombra em outro;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.
  • Por último e mais importante, acompanhe de perto os primeiros dias após o plantio, garantindo sempre um substrato úmido


APRESENTAÇÃO DAS SEMENTES

As sementes da Crotalária Juncea são bem pequenas, num formato peculiar ovalado e também um pouco achatado. São bem fáceis de germinar e não necessitam de nenhuma quebra de dormência ou preparação especial. Basta que as depositemos em um lugar propício a germinação, de preferencia substrato ou célula de germinação úmidos.

CROTALARIA_AP_SEMENTES

Neste experimento iremos demostrar a forma de semear as sementes de Crotalária Juncea utilizando o ”vasinho mágico” que compõe alguns dos kits de plantio da Ecobrindes®. e que na verdade é uma célula de germinação desidratada.

UTILIZANDO O VASINHO MÁGICO (CÉLULA DE GERMINAÇÃO)

Inicialmente iremos demonstrar o processo utilizando a célula de germinação e para isso o primeiro passo é reidratar a célula para em seguida depositar as sementes. Veja abaixo as dicas.

0_DIA_DEPOSITO_01

VASINHO_MAGICO_REIDRATACAO

1_DIA_DEPOSITO_01

1_DIA_DEPOSITO_001

• Após reidratarmos a célula, depositamos 2 sementes em cada uma delas. Sempre a uma profundidade de cerca de 1 cm, o suficiente para encobri-las.

1_DIA_DEPOSITO_03

• Com as sementes já depositadas, é hora de deixar a natureza fazer a parte dela e aguardar o resultado. No nosso caso, a germinação ocorreu no 4º dia após o depósito, confira abaixo.


4_DIA_INI_GERM

6_DIA_INI_GERM

8_DIA_INI_GERM

É isso aí pessoal, este é o resultado após 8 dias. Os brotos seguirão crescendo e neste momento você pode transplantar suas mudas para um vaso maior. Para isso basta fazer uma cova e enterrar a célula de germinação do jeito que está, até encobrir sua base. Depois é só curtir o desenvolvimento de sua plantinha !

E chegamos ao fim de mais este gostoso experimento, dessa vez utilizando as sementes de Crotalária Juncea com o vasinho mágico. Espero que tenham gostado e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas ou sugestões, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova planta !

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Germinação Experimental Ipê Amarelo


IPE_DO_CERRADO

O ipê-amarelo, também conhecido no Brasil como aipê, ipê-branco, ipê-mamono, ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-pardo, ipê-vacariano, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado, ipê-dourado, ipê-da-serra, ipezeiro, pau-d’arco-amarelo, taipoca ou apenas ipê é uma árvore do gênero Handroanthus (saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vou apresentar uma forma experimental de germinação das sementes da Árvore Ipê Amarelo (Handroanthus albus) com dicas e imagens, para que você tenha a melhor experiência ecológica, bem como sucesso com as mudinhas. Entretanto antes de iniciarmos, vou apresentar algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Para sementes de árvores, experimente germinar 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Para sementes de temperos, como são bem pequenas, espalhe uniformemente por cima da terra de modo a não se aglutinarem num mesmo local;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.


APRESENTAÇÃO DAS SEMENTES

Agora sim, vamos ao nosso experimento! Em primeiro lugar é importante saber que existem muitos tipos de sementes, as quais tem características próprias para o início de sua germinação, umas mais duras, outras aladas… No caso do Ipê-Amarelo (Handroanthus albus), trata-se de uma semente alada, sem dormência tegumentar, bem delicada e leve. A semente em si fica ao centro, adornado pelas “asas” laterias.

SEMENTES_IPE_AMARELO

Em geral as sementes das espécies e variações do IPÊ tem características físicas bem semelhantes, e que podem germinar bem da mesma forma como neste experimento. Então caso tenha recebido IPÊ ROSA ou BRANCO por exemplo, as instruções serão as mesmas.


PREPARAR O VASO E O SUBSTRATO

Tenha em mãos um vaso pequeno com substrato vegetal já umedecido (nunca encharcado ou seco). Deposite as sementes deitadas, separando-as umas das outras na área disponível. Caso o seu kit tenha vindo apenas com sementes, o substrato vegetal pode ser encontrado com facilidade em qualquer loja de jardinagem ou floriculturas, a um custo bem baixo.  Como os saches em geral vem com muitas sementes (dependendo da espécie), experimente germinar de 1 ou 3 sementes por vêz, assim você pode repetir o experimento caso não tenha sucesso logo de início.

03_DEPOSITANDO_SEMENTES

 

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ESCOLHER UM BOM LUGAR, REGAR E AGUARDAR…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de IPÊ-AMARELO. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.


TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 7 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo.

As sementes deste experimento foram depositadas em 05 de setembro de 2019

1_REGISTRO

ipe_amarelo_16_set

3_REGISTRO

4_REGISTRO

5_REGISTRO

6_REGISTRO

 

6_REGISTRO_01


CONCLUSÃO

Neste experimento depositamos 3 sementes de IPÊ-AMARELO num mesmo vaso e conseguimos germinar 2, um bom resultado em termos de germinabilidade, 66%. Além disso foi bacana observar que a mudinha se desenvolve bem lentamente, mas já mostra força e toda sua beleza com apenas 1 mês de vida.

Espero que tenham gostado dessa experiência e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova árvore !

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Germinação Experimental Flamboyant

INTRO_FLAMBOYANT

A Delonix regia , chamada em português flamboiã, flamboaiã ou acácia-rubra, é uma árvore da família das leguminosas. É nativa da ilha de Madagascar, tendo-se em seguida espalhado pela zona tropical da África continental, sendo posteriormente, por sua beleza, levada a outros continentes, como a Europa e as Américas. (saiba mais em wikipedia)

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Neste post, vou apresentar uma forma experimental de germinação das sementes da árvore Flamboyant (Delonix regia) com dicas e imagens, para que você tenha a melhor experiência ecológica, bem como sucesso com as mudinhas. Entretanto antes de iniciarmos, vou apresentar algumas dicas comuns de germinação da maioria das espécies, então vamos lá.

  • Prepare a terra que vai receber as sementes. Nunca deixe-a encharcada ou ressecada, o ideal é deixá-la sempre úmida;
  • Ao depositar as sementes sobre a terra, cubra com no máximo 1cm por cima;
  • Para sementes de árvores, experimente germinar 1 a 2 sementes por vez, pois em caso de insucesso você terá mais oportunidades;
  • Para sementes de temperos, como são bem pequenas, espalhe uniformemente por cima da terra de modo a não se aglutinarem num mesmo local;
  • Na hora de regar, dê preferência pela manhã e ao final da tarde quando as temperaturas são mais amenas. E lembre-se, use sempre pouca água.

Germinação Experimental do Flamboyant

Agora sim, vamos ao nosso experimento! Em primeiro lugar é importante saber que existem muitos tipos de sementes, as quais tem características próprias para o início de sua germinação, umas mais duras, outras aladas… No caso do Flamboyant (Delonix regia), ela possui a “dormência tegumentar“, que nada mais é do que uma grossa camada de proteção externa na semente.01_APRESENTANDO_SEMENTES

E para “quebrar” essa dormência e iniciar o processo germinativo, é fundamental que a água penetre ao interior da semente, proporcionando a divisão celular e o crescimento da mudinha. Para isso, iremos preparar as sementes para o cultivo.

Preparando as sementes

Para conseguirmos fazer com que a água penetre na semente e quebrar a sua dormência tegumentar, iremos escarificar / raspar levemente alguns lados da semente. E para isso, vamos utilizar uma pequena lixa de unha, ou qualquer outra lixa fina que você tenha em mãos, conforme figura abaixo.

02_PREPARANDO_SEMENTE

 Preparando o vaso e o subStrato

Um outro ponto muito importante é o substrato vegetal (terra), que deve receber as sementes sempre úmido, nunca encharcado ou seco. Caso o seu kit não tenha vindo com um sachet de substrato, ele pode ser encontrado com facilidade em qualquer loja de jardinagem ou mesmo em floriculturas, a um custo bem baixo. Veja abaixo a disposição das sementes, bem como a dica de germinar 1 ou 2 sementes por vêz.

03_DEPOSITANDO_SEMENTES

04_COBRINDO_AS_SEMENTES

Escolher um local, REGAR E AGUARDAR…

Prontinho, fizemos a nossa parte e agora a Natureza irá fazer a dela… E se tudo correr bem em poucos dias você já terá sua mudinha de Flamboyant. Por fim, é muito importante manter as 2 regas diárias sempre com pouca água, pelas manhãs e finais de tarde. Também é fundamental encontrar um bom lugar para o vasinho, onde bata sol em boa parte do dia, mas que também proporcione um pouco de sombra. Isto vai permitir um equilíbrio e o substrato irá permanecer sempre úmido.

TEMPO DE GERMINAÇÃO

O tempo de germinação pode variar de semente para semente por inúmeros fatores, mas aqui em nosso experimento ela ocorreu em 7 dias corridos. Abaixo de cada foto você notará a data em que ela foi tirada e assim você acompanha a cronologia de todo o processo.

As sementes deste experimento foram depositadas em 05 de setembro de 2019

1º REGISTRO
05_ANALISE_12_SET_19

2º REGISTRO
06_ANALISE_16_SET_19

3º REGISTRO
07_ANALISE_19_SET_19

4º REGISTRO
08_ANALISE_23_SET_19

5º REGISTRO
09_ANALISE_01_OUT_19

5º REGISTRO
10_ANALISE_07_OUT_19

É isso pessoal, vou ficando por aqui pois agora eu preciso arrumar um belo jardim ou uma praça para, quem sabe, poder transplantar essa linda mudinha do Flamboyant que vai ficar enorme… Espero que tenham gostado da experiência e sempre que quiserem postem aqui suas dúvidas, bem como compartilhem suas experiências conosco neste lindo processo de nascimento de uma nova árvore !

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Ecobrindes® compensa suas emissões de CO2

Em meados de 2015, mais precisamente dois meses antes da semana do meio amebiente daquele ano, a Ecobrindes® firmou uma parceria inédita no setor promocional, quando passou a adquirir créditos de carbono social da Sustainable Carbon (www.sustainablecarbon.com) no objetivo de compensar suas emissões de CO2 e com isso ajudar o meio ambiente a combater as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Os créditos que adquirimos foram gerados através do projeto de carbono da CERÂMICA MARACÁ, que entre outros benefícios, substituiu a lenha utilizada  nos fornos, por BIOMASSA, gerando assim uma economia na extração de madeira do bioma CERRADO em MG, bem como sua queima e consequente liberação de CO2 no meio ambiente.

CERTIFICADO_CARBONO_SOCIAL_2015_peq

Toda a estratégia baseou-se na compensação proporcional a cada venda realizada, levando em consideração o peso de cada item comercializado, ou seja, sempre que um cliente adquiresse produtos promocionais da Ecobrindes®, compensava automaticamente emissões de CO2. Quem ganhou com isso no final foi o meio ambiente, ou melhor todos nós.

E agora, depois de termos adquirido o segundo lote de 150 Ton em créditos de carbono social, apresentamos com muito entusiasmo o nosso certificado de compensação, assegurando maior transaprência aos nossos clientes, em relação as nossas ações.

Queremos mais e ir além, pois somente através da conscientização de todos é que atingiremos uma sociedade sustentável, mais justa e alinhada com as questões imperativas relacionadas às mudanças climáticas e o aquecimento global.

O crédito de carbono foi originalmente criado para fuincionar como moeda e fomentar uma economia de baixo carbono no mundo. Para saber mais sobre este assunto, acesse nossos posts aqui no Blog, ou mesmo em nosso website, em www.ecobrindes.com.br.

Por fim, gostariamos de agradecer imensamente a todos os nossos clientes e colaboradores por terem apoiado este projeto desde seu início.

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Crise do Clima: com poluição recorde, acordo global em 2015 será decisivo para limitar o aquecimento da Terra

CarbonoSocial®

 

Nunca poluímos tanto quanto agora. Segundo dados divulgados em setembro de 2014, a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera bateu recorde em 2013. A causa seria o aumento no nível de dióxido de carbono (CO2) e gases emitidos por atividades humanas como a queimada e desmatamento de florestas, o uso de combustíveis fósseis (carros movidos à gasolina ou diesel), a produção de energia térmica, a produção de lixo e resíduos industriais.

Esses dados pioram as previsões sobre o aumento na temperatura da Terra. O Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) da ONU divulgou um relatório mostrando que o nível dos oceanos está subindo mais rapidamente, que a temperatura pode aumentar em até 5°C nos próximos 100 anos e que o homem tem 95% de responsabilidade sobre as mudanças climáticas.

As consequências podem ser desastrosas, como o derretimento de geleiras, aumento na elevação dos mares, escassez de água, morte de corais, extinção de espécies e fenômenos climáticos abruptos. E o que vamos fazer sobre isso? Em quanto tempo?

Essas devem ser questões chaves para a COP-21, a conferência global sobre o clima que acontece em Paris (França), em dezembro de 2015. Na ocasião, será apresentado um novo acordo de redução de emissões de carbono que substituirá o Protocolo de Kyoto e vai apontar novas diretrizes de combate ao aquecimento global a partir de 2020 (quando o prazo do protocolo termina).

E por que estamos discutindo isso agora? O futuro acordo climático internacional é visto como decisivo para mudar as perspectivas do clima no planeta e deve adicionar mecanismos para fazer com que os governos levem a sério suas decisões e seus cronogramas, o que não foi visto no Protocolo de Kyoto. Além disso, um movimento inédito de EUA e China sobre o tema aponta uma possível nova postura dos países mais poluidores sobre a necessidade de contermos a emissão dos gases.

Formalizado em 1997, o Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor em 2005 e foi um marco na diplomacia dos países por ter sido o primeiro conjunto de metas de redução de gases responsáveis pelo efeito estufa adotado mundialmente, com a ratificação de mais de 170 países. No entanto, o mundo não cumpriu as metas de redução e está ainda mais quente.

O objetivo era obrigar países desenvolvidos a reduzir a emissão de gases poluentes que agravam o efeito estufa e tentar diminuir a temperatura global entre 1,5 e 5,8°C. As nações industrializadas se comprometeriam em diminuir em 5% as emissões de gases, em relação aos níveis de 1990, no período entre 2008 e 2012, depois ampliado para 2020.

As metas variam de um signatário para outro. Os países da União Europeia têm que cortar as emissões em 8%, enquanto o Japão se comprometeu com 5%. Países em desenvolvimento não tiveram metas específicas. Mas, como signatários, precisam manter a ONU informada sobre seu nível de emissões. O Brasil é um desses. O compromisso brasileiro, acertado em 2009, é de cortar entre 36% a 39% das emissões de gases-estufa em 2020, em relação aos níveis de 1990.

Antecipando as conversas sobre o acordo de Paris, em dezembro de 2014 ocorreu em Lima, no Peru, a COP-20. Essa reunião preparatória foi fundamental para que na conferência de 2015 os países tenham pronto o texto de um novo regime internacional que sucederá o Protocolo de Kyoto, além de aprovar o rascunho de um acordo de redução de emissões de gases de efeito estufa. Nos próximos meses, os países desenharão os compromissos para reduzir emissões globais entre 40% a 70%, e que devem ser assinados na COP-21.

Uma das questões chaves definidas em Lima é que todos os países (e não apenas os ricos) devem colaborar para reduzir a poluição. Outro objetivo que deve ser tratado é a criação de fundos de financiamento para planos nacionais de adaptação aos impactos dos efeitos climáticos, como medidas criadas para lidar com o efeito de enchentes ou secas.

Ainda há tempo para desarmar a bomba-relógio?

Segundo pesquisas, o limite “seguro” para o aumento da temperatura da Terra seria de até 2°C. Para não superar essa temperatura, poderíamos emitir no máximo 3.670 GtCO2 (gigatoneladas de dióxido de carbono) até o ano 2100, de acordo com cálculos realizados pelos cientistas do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), em 2013.

Até 2011, no entanto, esse número já era de 2.670 GtCO2 lançados na atmosfera. Ou seja, em 89 anos (de 2011 a 2100), o mundo poderia emitir, ainda, apenas 1.000 GtCO2 para evitar mais complicações climáticas.

No ritmo anual, caminhamos facilmente para um aquecimento de 4°C, o que seria o pior cenário projetado pelo IPCC. Um maior aquecimento provocaria grandes desastres ambientais e impactos negativos nas formas de vida no planeta.

Entre as soluções emergenciais apontadas para evitar este cenário estariam a mudança para uma matriz energética mais limpa (como o uso de usinas eólicas e painéis solares), a adoção de instrumentos como o imposto sobre o carbono (precificação de forma penalizadora às emissões), a definição de metas de emissões per capita e o aumento do mercado de carbono, um mecanismo de compra e venda de CO2 (quem faz atividades que emitem dióxido de carbono pode compensar ou neutralizar a emissão ao comprar de quem os absorve em ações como o plantio de florestas).

EUA e China: acordo inédito entre os maiores poluidores

EUA e China não ratificaram o Protocolo de Kyoto. Responsáveis por 45% da emissão de gases poluentes, os dois países selaram, em novembro de 2014, um acordo inédito sobre o tema. O acordo inclui mudanças em cinco áreas: redução das emissões dos veículos, redes elétricas mais avançadas, captura e armazenamento de emissões de carbono, coleta de dados sobre os gases causadores do efeito estufa e melhoria da eficiência energética de construções.

A China, por exemplo, prometeu aumentar de 12% para 20% a participação da energia limpa em sua matriz energética, enquanto os norte-americanos se comprometeram a dobrar o ritmo de redução de emissões, mas apenas a partir de 2020.

Para especialistas, o acordo tem dois lados: um positivo, por mostrar que os países se anteciparam ao tema e que os EUA, que se retirou do Protocolo de Kyoto quando o então presidente George W. Bush julgou que aderir ao acordo seria ruim para a economia do país, estão revendo sua posição; e outro negativo, por trazer metas de longo prazo.

O que essa parceria aponta para a COP-21 é que somente haverá avanço se os novos acordos oferecerem planos de redução mais ambiciosos e os países realmente os colocarem em prática. Vale lembrar que qualquer definição acarreta um impacto na economia. As nações precisam decidir como suas economias podem crescer sem causar um maior impacto.

Hoje, para incentivar a participação dos governos em acordos deste tipo, os negociadores optaram por uma abordagem mais livre, em que os governantes passaram a formular as suas próprias metas, apresentando-as como promessa. Será essa forma a mais assertiva para o momento para comprometer os países com as metas?

O tempo é outro ponto importante: hoje, os efeitos do aquecimento global são sentidos em menor tempo, ou seja, quanto maior a demora em colocar as metas em prática, maiores são os riscos para o meio ambiente e a humanidade.

Fonte: UOL Educação | Andréia Martins

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Líderes empresariais internacionais participarão de encontro pelo clima em Paris

BUSSINES_CLIMATE_PARIS_2015

A exatos 200 dias do início da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, COP21, que será realizada na capital da França, lideranças do setor empresarial e público vão se reunir na cidade para a realização do Business & Climate Summit 2015 – Paris*.

Os participantes do encontro, que acontecerá nos dias 20 e 21/05, na sede da Unesco, discutirão estratégias e ações para acelerar o desenvolvimento e a implementação imediata de uma economia de baixo carbono.

No primeiro dia do evento, o tema dos debates será “Visão de uma sociedade de baixo carbono e Soluções de Negócios rumo a uma Economia de Baixo Carbono”. Entre os tópicos a serem abordados estão energia, mobilidade urbana, eficiência energética, segurança alimentar e florestas.

Já o segundo dia de encontro terá como foco “Da Visão à Ação – Acelerando a Implementação das Soluções”. Nas reuniões plenárias, entrarão em pauta inovações tecnológicas, produção e consumo e construção da capacitação e resiliência.

Entre os nomes já confirmados que participarão do evento estão:

  • Paul Polman, presidente da Unilever
  • Felipe Calderon, ex-vice presidente do México
  • Laurent Fabius, ministro de Relações Exteriores da França
  • Christiana Figueres, secretária-executiva do INPCC
  • Marcello Castelli, presidente da Fibria
  • Brice Lalonde, conselheiro especial do Pacto Global
  • Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider Electric

O Business & Climate Summit 2015 é promovido pelo Pacto Global da França e tem oPlaneta Sustentável como um de seus parceiros. A iniciativa francesa faz parte de um movimento internacional do setor empresarial, criado no ano 2000, pelas Nações Unidas. O Global Compact tem como objetivo mobilizar organizações e empresas a adotar práticas de negócios sustentadas em valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

No Brasil, mais de 600 companhias são signatárias da iniciativa, através da Rede Brasileira do Pacto Global.

Em setembro do ano passado, durante a Conferência da ONU para o Clima, em Nova York, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon conclamou líderes empresariais à mobilização e ação para que um novo e significativo acordo climático global seja fechado em dezembro de 2015, em Paris. Somente com o compromisso de todos os países em reduzir suas emissões de carbono será possível manter a elevação da temperatura do planeta em até 2ºC.

O encontro do Pacto Global da França é uma resposta ao pedido de Ban Ki-moon. Depois dos dois dias de debates, será elaborada uma série de recomendações, a serem apresentadas a tomadores de decisão e negociadores da COP21.

*Business & Climate Summit 2015 – Paris

Fonte:Planeta Sustentável | Suzana Camargo – 09/04/2015

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